Então a gente subiu um vulcão, o Vulcão Villarica. Depois do Elias nos dizer que era fácil, que a gente subia devagar, “divagando”, dizia ele.
Okay.
Acordamos às 6 da manhã pra sair às 7 (era o que saia mais tarde). O tempo esperado de subida era 3 horas, e descida 2 horas. O transfer nos deixou a 1400m de altitude, aonde começaria a nossa subida. Do nosso hotel foi um casal de australianos super atléticos, como todos australianos. Obviamente não subimos no mesmo grupo que eles.
Subimos no grupo das pessoas que tinham preparamento físico igual a zero. O nosso guia foi o Elias.

Saimos daí, já em cima das nuvens

O que estava por vir
O início era um caminho cheio de pedrinhas bem escuras e leves. Era meio difícil porque elas deslizavam, mas a gente caminhava bem devagar, como tinham nos dito. O primeiro descanso foi depois de mais ou menos 1h de caminhada.

Cansada, mas ainda dava pra encarar
Depois começou a vir a neve. A gente não podia tirar fotos enquanto caminhava, pra não atrasar o resto do pessoal, e pra não descer a montanha rolando, então todas fotos que eu tenho são das paradas.

Elias e eu em cima de uma antiga estação de teleférico
Até aí a maior dificuldade era o calor. Enquanto a gente caminhava eu suava um monte (minha camiseta do Little Joy estava encharcada), e quando a gente parava pra descansar eu congelava.

Lucas tentando provar que estava realmente na montanha
Nesse ponto eu já estava MORRENDO. A subida ficava cada vez mais difícil, prender os pés no chão dava cada vez mais trabalho, já que boa parte da neve era na verdade gelo. Gelo escorrega! Eu já começava a pensar em desistir, mas o Lucas me dava apoio moral pra prossegir, e eu ignorava ele porque falar era cansativo. heh. Ar rarefeito é isso.

So close, yet so far
Nessa foto a gente já estava quase lá, mas era a parte que a subida era mais trabalhosa. Tinha mais pedras que a gente tinha que subir com mais cuidado, dando passos maiores. Essa guria ali é de Porto Alegre e também estava subindo com o namorado junto com o nosso pequeno grupo.
Por aí eu já queria morrer. Eu precisava parar de 5 em 5 minutos, mas é claro que a gente não parava. Nos últimos passos rumo ao topo o nosso guia foi me puxando, porque eu realmente não conseguia mais. Cheguei lá, finalmente.

Consegui! Subi no topo de um vulcão ativo!

Nosso grupo, "Os Curiosos"
O outro casal que subiu com a gente era do Chile mesmo, de uma cidade perto de Pucón.
Ao invés de levar 3 horas pra subir e 2 pra descer, a gente levou 5 horas só pra SUBIR. Que beleza!

Se eu pareço tensa, é porque estava FRIO
A descida foi a MELHOR parte, mas eu ainda não tenho as fotos. A gente desceu de skibunda. Levamos mais ou menos 1h, sendo uns 40mins escorregando. Eu nunca conseguia ganhar velocidade, porque a neve ficava se acumulando na minha frente e me freava, então vinha o Lucas muito mais rápido atrás de mim e me empurrava com os pés. Aí vinha o casal de Chilenos e empurrava ele, e a gente chegava lá embaixo num bolo morrendo de rir.
Uma hora a guria chilena gritou “CURIOSO” antes de descer, por causa de uma pegadinha do João Cléber que eles tinham visto no youtube, e a gente acabou chamando o exercício todo de “curioso”. Foram 6 descidas seguidas, e chegando no fim, eu queria subir de novo só pra poder descer mais uma vez.

Chegando ao fim, o três da vitória...

E o que a gente conquistou.

Tchau, vulcão.
Se tu quiser fazer essa subida, recomendo os serviços da Araucanía. Ótimo atendimento, guias simpáticos, e quando tu volta pra agência pra devolver o equipamento, eles te dão CERVEJA. Melhor recepção ever.